Menopausa: Não Sinto Mais Vontade — E Isso Não Me Torna Menos Mulher
- Arthur Valmont
- 4 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 7 de dez. de 2025

Você acorda, toma seu café, cuida da casa, do trabalho, dos filhos, dos boletos, da vida.
E em algum momento, percebe: o desejo se foi. Não é que você não ame. Não é que você não se importe. Mas o corpo não responde como antes. A mente não se acende. A vontade… simplesmente não vem.
E aí vem a pergunta silenciosa: “O que está acontecendo comigo?”
A revolução invisível
Menopausa: Não Sinto Mais Vontade
Mas aqui vai um segredo que ninguém te contou: isso é normal.
Você não está sozinha. E não está errada. Está atravessando uma das transições mais profundas que o corpo feminino conhece e que a sociedade insiste em silenciar.
A menopausa não é o fim da fertilidade. É o início da liberdade.
Mas essa liberdade vem acompanhada de mudanças que nem sempre são suaves. Uma delas, talvez a mais silenciosa, é a perda da vontade, do desejo, da libido, da chama que antes parecia acender com um toque, um olhar, uma lembrança.
O desejo não desaparece — ele muda de lugar
A libido feminina não mora apenas nos hormônios. Ela vive na mente, na pele, na memória, na autoestima. E quando os níveis de estrogênio e testosterona caem, o corpo pode parecer desligado. Mas isso não significa que você perdeu sua sensualidade.
Significa que ela está pedindo uma nova linguagem.
A menopausa é como uma mudança de estação: o verão intenso dá lugar ao outono introspectivo. E nesse novo clima, o desejo pode se manifestar de formas mais sutis, mais lentas, mais profundas.
O que a ciência diz — e o que ela esquece de dizer
Hormônios: A queda de estrogênio afeta a lubrificação vaginal, a circulação sanguínea e a sensibilidade. A testosterona, embora presente em menor quantidade, também influencia o desejo.
Sono e humor: Insônia, ansiedade e depressão são comuns na menopausa e impactam diretamente a libido.
Autoimagem: Mudanças corporais podem afetar a forma como a mulher se vê — e isso reflete no desejo.
Cultura do silêncio: A sociedade ainda trata o prazer feminino como tabu, especialmente após os 50. Isso gera culpa, vergonha e isolamento.
Mas o que a ciência esquece de dizer é que o desejo não é uma obrigação. É uma escolha. E que a mulher na menopausa tem o direito de redescobrir — ou simplesmente descansar.
“Não sinto mais vontade” — e daí?
Essa frase não deveria causar vergonha. Ela deveria abrir espaço para conversa.
Porque o desejo não é uma dívida. Ele é uma expressão. E se ele não está aparecendo, talvez seja hora de olhar para dentro, com carinho, e perguntar: “O que eu preciso agora?”
Talvez você precise de descanso.
Talvez de reconexão com o próprio corpo.
Talvez de tempo.
Talvez de nada —apenas de aceitação.
Desejo é mais mente do que corpo (Menopausa: Não Sinto Mais Vontade )
A libido feminina é profundamente mental. E na menopausa, a mente está em transição. Há mulheres que se sentem livres, outras que se sentem perdidas. Há quem redescubra o prazer, e há quem o deixe em pausa. Tudo isso é legítimo.
A falta de vontade não é um defeito. É um sinal. E sinais não devem ser ignorados — devem ser escutados.
O prazer pode mudar de forma
Talvez o sexo não seja mais como antes. Talvez o toque precise ser mais lento. Talvez o foco precise sair da penetração e ir para o carinho, para o riso, para o olhar. O prazer não morreu. Ele só está pedindo uma nova linguagem.
E se você quiser reencontrá-lo, há caminhos:
Terapia hormonal (com acompanhamento médico sério)
Lubrificantes e hidratantes íntimos
Terapia sexual ou psicoterapia
Autoconhecimento corporal sem pressa
Diálogo honesto com o parceiro ou parceira
Tempo para si — sem culpa.
Você está em transição
A menopausa não rouba sua feminilidade. Ela revela uma nova versão dela. Uma versão que não precisa provar nada a ninguém. Que pode dizer “sim” ou “não” sem medo. Que pode viver o prazer com liberdade ou escolher o silêncio sem culpa.
Não sentir vontade não te torna menos mulher. Te torna humana. E humana é suficiente.
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