A MULHER E SEU CORPO
- Arthur Valmont
- 17 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de dez. de 2025

O corpo feminino sempre foi alvo de olhares, julgamentos e padrões impostos.
Por muito tempo, as mulheres aprenderam a se enxergar a partir da visão dos outros, esquecendo que o corpo é, antes de tudo, um espaço de identidade, força e liberdade. Falar sobre a relação da mulher com seu corpo é falar sobre:
O CORPO COMO TERRITÓRIO DE IDENTIDADE
Cada corpo feminino guarda histórias únicas. Ciclos, transformações e marcas naturais fazem parte de um processo de vida que não deve ser escondido ou negado. Reconhecer o corpo como parte da própria identidade é o primeiro passo para quebrar comparações e pressões sociais.
O corpo não é apenas aparência: é também linguagem e expressão.
TIRANDO OS PADRÕES IMPOSTOS
Durante séculos, a mulher foi educada a se adequar a padrões de beleza muitas vezes inalcançáveis. Essa cobrança gera insegurança, baixa autoestima e até o adoecimento.
Entender que não existe um ¨corpo ideal ¨, mas sim um corpo real de cada mulher, é libertador. A aceitação não significa deixar de cuidar de si, mas cuidar com respeito e sem culpa.
O CORPO E O AUTOCONHECIMENTO
Conhecer o próprio corpo vai além do espelho. Envolve compreender suas necessidades, seus ciclos, seus sinais de prazer e de desconforto.
Esse autoconhecimento fortalece a auto estima e permite escolhas mais conscientes sobre saúde, sexualidade e bem-estar. É também um ato de autonomia: quando a mulher conhece o próprio corpo, ela assume o poder sobre ela.
O CORPO COMO CASA E NÃO COMO OBJETO
O corpo da mulher não deve ser visto como objeto para atender expectativas externas, mas como casa e território sagrado. É nele que estão a força, a capacidade de criar, a sensibilidade e o prazer . Tratar o corpo com respeito é reconhecer sua importância em todas as fases da vida.
CONCLUSÃO: LIBERDADE E AMOR PRÓPRIO
A relação da mulher com seu corpo precisa ser de liberdade, não de prisão.
Quando ela se olha com respeito e amor-próprio, rompe com julgamentos externos e constrói uma relação mais saudável consigo mesma.
O corpo da mulher não pertence a padrões, nem a criticas: pertence a ela mesma.
É nessa consciência que nasce a verdadeira liberdade.
Cada mulher carrega em seu corpo uma história única, de força, de superação, de beleza que vai muito além dos padrões. O corpo feminino é templo, é território, é expressão viva da liberdade de ser. Não existe forma ideal, existe autenticidade. Aceitar-se é um ato de coragem, amar-se é um gesto revolucionário. Que cada curva, cada traço, cada marca seja celebrado como parte essencial da sua jornada. Porque o corpo da mulher não precisa se encaixar , ele precisa apenas existir, com orgulho e dignidade.


Comentários